Era uma manhã de domingo por volta das 05 horas, o sol ainda se espreguiçava, pois também havia acabado de acordar.
Ainda deitada ouvia cantos que mais parecia gargalhadas que vinham da rua. Levantei-me passei uma mão de água no rosto e abri a janela nesse momento descobri de onde vinha toda aquela euforia.
Havia chegado na minha rua um casal jovem entusiasmado com a construção de sua nova casa. O canto de alegria deles ecoava no meu jardim. Ao ouvir aquela melodia senti que nos daríamos muito bem, afinal ter bons vizinhos torna a convivência mais agradável.
Tratei de praticar a política da boa vizinhança, cumprimentei-os e lhes ofereci água e lanche (pão, biscoito e frutas). Seu João mostrara que tinha muita habilidade para construir uma casa, parecia até que era um profissional. Dona Maria também ajudava transportando os materiais necessários para a obra. Era um casal que trabalhava juntos, e compartilhavam aquele momento.
Pensei em oferecer-lhes ajuda, mas era bem provável que acabasse atrapalhando em vez de ajudá-los.
Contentei-me apenas em apreciar aquele momento, já que não são todas as pessoas que tem o privilégio de ter como vizinhos um casal de João - de - barro.
Escrito por: Karla Oliveira dos Santos.



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